domingo, 7 de março de 2010

VII Semana de Humanidades UFC/UECE e I Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação em Humanidades

A VII Semana de Humanidades – UFC/UECE recebe entre 09 de fevereiro e 08 de março de 2010 inscrições para apresentação de pesquisas na modalidade Comunicação Oral. O evento acontecerá entre 04 e 07 de maio e será realizado no CH da UFC e CH da UECE.

Mais informações:
http://www.ch.ufc.br
Diretoria do Centro de Humanidades UFC
Tel: (85) 3366.7600

Para enviar os resumos de comunicação oral:
Email:
trabalho.7shumanidades@gmail.com

sábado, 6 de março de 2010

REFLEXÕES ROGERIANAS SOBRE O ENSINO E A APRENDIZAGEM

Fernando Luiz Duarte Junior

A teoria da Psicologia Humanista tem como um dos precursores o estadunidense Carl Ransom Rogers (nascido em 1902 e falecido em 1987), ao qual vamos nos deter. Este pensador veio contrapor a ideia que se tinha do ser humano como objeto de estudo previsível, herança de um Freudismo e um Positivismo que encerravam o ser humano em fatos observáveis, o que o levou a criticar teorias como o Behaviorismo que adotaram esse ponto de vista anteriormente citado. Abordaremos neste trabalho sua visão do ser humano como um indivíduo livre de potencial criador. E que o papel da educação seria proporcionar meios para que este indivíduo possa vir a ser o que deseja ser, concordando assim o seu anseio pessoal subjetivo com sua vida efetiva objetiva. Ou seja, possa vir a se tornar Pessoa, e não apenas mera máquina ou objeto de forças externas alheias a ele. Um ser livre com o mundo e não refém deste, o que pressupõe uma importância maior ao poder de autoaprendizagem e a aprendizagem significativa. Utilizamos como referencial teórico os livros Liberdade para Aprender (1969) e Tornar-se Pessoa (1961), ambos de suma relevância para o tema central de nossa pesquisa, que é o ensino e a aprendizagem segundo a visão humanista rogeriana.

Palavras-chaves: Educação humanista. Ensino e Aprendizagem. Carl Rogers.

quarta-feira, 3 de março de 2010

As 4 Virtudes Cardeais

PhD. Guilherme Assis de Almeida


Virtude = tendência para o bem, que deve ser ensinada, vigilantemente, desde os primeiros anos de vida.

O número 4, segundo Pitágoras, representa a justiça pois 4 corresponde a soma de dois números pares e iguais (2 + 2), o quadrado também cumpre a mesma função. Justiça: idéia de proporcionalidade, medida, adequação. A virtude das virtudes, já que sua completa realização corresponde ao bem comum. O bem que não é só meu, nem teu, mas que inclui a comunidade, beneficiando a cada um e a todos, simultaneamente.

A justiça aponta para a finalidade da ação e a prudência é a mestra do como fazer: "Para bem agir, é necessário não apenas fazer algo, mas fazer como se deve, ou seja, é necessário agir de acordo com uma opção bem regrada e não apenas por impulso ou paixão." Esta frase de São Tomas de Aquino resume aquilo que é o agir virtuoso: a prudência.

Todavia, a vida nos coloca situações onde o exercício da prudência torna-se difícil. É necessário seguir em frente, sem titubear, mesmo não sentindo a força suficiente para tanto. Nestes momentos, se faz presente a coragem. Coragem virtude de iniciar, de buscar novos caminhos, de não nos imobilizarmos. Afrontar o perigo, mas com prudência (não em excesso), sem se deixar levar pela covardia, nem seduzir pela temeridade.

Justiça, prudência, coragem já temos um triângulo. Falta uma última para fecharmos o quadrado.

A virtude restante fala do contentamento com o uso de nossos prazeres sensuais (comer, beber, cheirar, transar, olhar...) virtude busca do bem. O bem a forma justa, adequada, harmoniosa. Como temperar uma salada: o azeite, o sal, o limão, a mostarda, o gergelim. Todos os temperos devem estar proporcionais, nem mais, nem menos. A medida certa, saborosa. A quarta virtude é a temperança.

Temperança, que para mim, tempera as outras três virtudes (justiça, prudência, coragem) todas vivenciadas na justa medida. Deste modo, o quadrado circula e as quatro virtudes transformam-se numa só. Qual?

Para ela não temos um conceito definido, é só uma idéia. As quatro virtudes cardeais são uma só, formam um quadrado mutante que circula para o bem do planeta.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Avaliação ou Verificação?



Este é um resumo de uma palestra dada pelo Dr. Cipriano Luckesi no início dos anos 1990. Trata do tema da avaliação da aprendizagem em sala de aula.

Insere-se em uma Crítica ao modelo de avaliação escolar, e injeta uma indagação: O que é feito na maioria das escolas, verificação ou avaliação?

Luckesi afirma: Avaliação implica em uma consequência, supõe-se uma posterior decisão; Verificação é um ato estático, estar para ver se a coisa é o que é. Esta diferença entre o ato de Avaliar e o de Verificar é, sobretudo, onde está inserida a crítica. Pois, se o ato de ensinar para o educando aprender é uma atividade dinâmica e que não depende tão somente do “inserir conteúdo”, “expor aula”, ou, de um “monólogo do educador” em sala de aula, todo o sistema de ensino-aprendizagem e constatação deste está ineficiente, ou melhor, problemático. Porque o que tem se observado é que é feito uma verificação da aprendizagem no aluno; não uma avaliação. A avaliação estaria mais concordante com o projeto de ensinar-aprender, pois, não só “verificaria” se o aluno aprendeu o que supostamente aprendeu, e sim, a partir do que aprendeu ou não aprendeu, o educador como figura ambientada de organização do pensamento do aluno poderia medir os seus próprios métodos e autoavaliar-se, podendo assim saber se atingiu com seus alunos os objetivos.

Para avaliar, Luckesi nos fala que o principal é saber de seus objetivos, para com o aluno e para consigo. O que pretendemos ensinar e o quanto é preciso o aluno saber. Por isso a avaliação supera a verificação, por ser um ato dinâmico, aberto, onde se está possível sempre rever o que está sendo feito, para melhorar, mudar, e evoluir nos procedimentos.

Luckesi também critica a sociedade que sustenta uma “cultura do medo”. E na escola, o professor representa um aliado dessa “Égide do medo”, o professor, consciente ou inconscientemente, reforça esta, ao fazer com que o aluno:

1. Tenha medo do sistema de avaliação (ou verificação). Por exemplo: quando o professor para conter os alunos na sala castiga as mentes com um terrorismo psicológico. Se vocês não fizerem isso irão ver na prova. Fazendo com que o aluno tema este “bicho de sete cabeças”, e viva sob este medo, e para este medo.

2. Como consequência da imersão do aluno nessa situação do medo, ele provavelmente no ambiente extraescolar refletirá esta mesma relação, ou como um “eterno medroso” ou para se assemelhar ao professor (que sabe tudo e pode controlar suas vidas a partir da prova) começar a inspirar essa mesma espécie de terror sobre os outros.

Por isso, é preciso que todo esse sistema de ensino sob a “cultura do medo”, onde o professor faz com que o aluno se sinta castigado se tira nota ruim, ou se “se comporta mal”, seja mudado.

Uma outra abordagem de Luckesi é sobre a nota. Ele nos fala que avaliar o aluno da forma como é avaliado, sob notas, não diz o que, e se, o aluno realmente aprendeu o que demonstrou possivelmente ter aprendido. Ao invés de notas, como é feito, duas, três notas por semestre, somadas e divididas ao final do processo e dada uma média para saber se o aluno está apto para passar, seria preciso estipular uma espécie de “mínimo necessário” em cada assunto da disciplina, para assegurar que aquele aluno aprendeu o mínimo necessário para passar, em cada assunto. Pois, a média ilude essa avaliação verdadeira do aprendizado.

Luckesi vê a nota de forma negativa, ela serve como controle, além de dividir os alunos por classe de inteligência, fazendo com que a esfera psicológica e metodológica dos professores e alunos seja alterada, e desviada de sua real intenção, e “freada” sua potência. A avaliação deve ser, como já dito, para que o professor e o aluno possam ensinar e aprender de forma melhor; não como objeto de classificação. Sendo assim, usada para poder mudar a postura do professor e dos alunos, a partir dos resultados.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Palestras e Minicursos do XXVI ENEFIL

o XXVI ENEFIL que está sendo organizado em Fortaleza, nas Universidades Federal do Ceará e Estadual do Ceará, pelos alunos do curso de Filosofia.
No período de 17 a 24 de janeiro de 2010 contará com:

Palestras:

Plano Latino de Educação
- Profª. Drª. Adelaide Gonçalves

O papel Crítico e questionador da Filosofia sobre o atual Modelo de Educação
- Prof. Dr. Zé Maria Arruda
- Prof. Dr. Emiliano Fortaleza de Aquino

A Expansão da Filosofia no Brasil: Uma Busca de Novas Perspectivas
- Profª Drª Ilana Viana do Amaral

O Papel da Filosofia no Brasil e na América Latina como um Meio de Transformação Social
- Prof. Ms. Ricardo George de Araújo

Minicursos:

Heidegger e o problema fenomenológico da vida - Dr. Nélson Souza Júnior (PA)

A Crítica Fenomenológica de Sartre à Psicologia e suas possiveis repercussões na Educação - Msª Eliana Paiva e Ms. Carlos Henrique Carvalho (CE)

Filosofia Política: Uma abordagem do Poder e do Estado na tradição filosófica - Ms. Ricardo George (PE)

Ecos Marxistas na Educação: uma leitura de Lukács e Mészáros - Drª Fatima Nobre (CE) e Roberta Bandeira (Doutoranda UFMG)

Corpo e Expressividade - André Bonfim (Doutorando PUC/RS)

Uma Introdução à Lógica - Anselmo Leão (Mestrando UECE)

Maiores Informações:

http://enefil2010.blogspot.com/

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

XXVI ENEFIL (Fortaleza - CE)



FILOSOFIA E EDUCAÇÃO: Um Debate Sobre a Realidade Latino Americana.

O XXVI ENEFIL ocorrerá em Fortaleza do dia 17 a 24 de Janeiro de 2010.

Local:
* Universidade Estadual do Ceará
Centro de Humanidades - CH
Endereço: Av. Luciano Carneiro, 345 - Bairro de Fatima

* Universidade Federal do Ceará
Centro de Humanidades - CH
Endereço: Av. da Universidade, 2762 - Benfica

Local de Alojamento:
Departamento de História - CH da UFC
Endereço: Av. da Universidade 2762 - Benfica

Obs. O Evento será sediado nas duas Universidades.

Maiores Informações:
http://enefil2010.blogspot.com/