quarta-feira, 8 de abril de 2009

Jean Bodin

Jean Bodin (Angers, 1530 — Laon, 1596) foi um jurista francês, membro do Parlamento de Paris e professor de Direito em Toulouse. Ele é considerado por muitos o pai da Ciência Política devido a sua teoria sobre soberania. Baseou-se nesta mesma teoria para afirmar a legitimação do poder do homem sobre a mulher e da monarquia sobre a gerontocracia (uma forma de poder oligárquico em que uma organização é governada por líderes que são significativamente mais velhos do que a maior parte da população adulta).

As idéias de Bodin retratam o que foi o Estado Absolutista no "ancien régime" de França: um Estado onde se considerava o poder do monarca como absoluto e de origem divina (teoria do "direito divino dos reis"); onde a propriedade privada era inviolável segundo os princípios do direito civil romano ("jus"), contando com forte apoio por parte da burguesia mercantil. Jean Bodin foi o primeiro autor a dar ao tema da soberania um tratamento sistematizado, na sua obra Six Livres de la République ("Seis livros da República"), publicada em 1576. Para ele, a soberania é um poder perpétuo e ilimitado, ou melhor, um poder que tem como únicas limitações a lei divina e a lei natural. A soberania é, para ele, absoluta dentro dos limites estabelecidos por essas leis.

A idéia de poder absoluto de Bodin está ligada à sua crença na necessidade de concentrar o poder totalmente nas mãos do governante; o poder soberano só existe quando o povo se despoja do seu poder soberano e o transfere inteiramente ao governante. Para esse autor, o poder conferido ao soberano é o reflexo do poder divino, e, assim, os súditos devem obediência ao seu soberano. Bodin entende, ainda, que da obediência devida às leis natural e divina deriva uma terceira regra, pela qual o príncipe soberano é limitado pelos contratos que celebra, seja com seus súditos, seja com estrangeiros, e deve respeitar tais acordos.

Bodin recomendou tortura, até mesmo em casos de inválidos e crianças, para tentar confirmar a culpa de feitiçaria. Ele afirmou que nem mesmo uma bruxa poderia ser condenada erroneamente se os procedimentos corretos fossem seguidos, suspeita tida como suficiente para atormentar o acusado uma vez que rumores relativos à bruxaria quase sempre eram verdades.

Você pode ler mais sobre Jean Bodin aqui:
http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/jean-bodin.htm

sábado, 4 de abril de 2009

I Colóquio de Filosofia Antiga e Medieval

Tema:
Vida contemplativa e vivência da felicidade.

Local:
Centro de Humanidades da UECE.
Bairro de Fátima
Av. Luciano Carneiro, 345
Fortaleza - Ceará

Período:
02 a 04 de Junho de 2009.

Site do Evento:
http://1coloquiodefilosofiagefim.blogspot.com/

V Congresso Internacional da Sociedade Hegel Brasileira

Tema:
A noiva do espírito: Natureza em Hegel

Local:
Ponta do Mar Hotel
Fortaleza - Ceará


Período:
28 de Setembro a 02 de Outubro de 2009.

Site do Evento:
http://hegel2009.atspace.com/

IX Semana de Filosofia dos Estudantes da UECE

Tema:
Filosofia e Crítica Social:
Em busca de novos sentidos histórico-sociais.


Local:

Centro de Humanidades da UECE.
Bairro de Fátima
Av. Luciano Carneiro, 345
Fortaleza - Ceará

Período:
15 a 19 de Junho de 2009.

Site do Evento:
http://9semanadefilosofiauece.blogspot.com

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Considerações sobre o tempo.

Cinco segundos caminhando na praia é pouco
Cinco segundo caminhando sobre brasas é muito.
Cinco minutos para quem precisa dormir é pouco
Cinco minutos para quem precisa acordar é muito.
Um fim de semana de sol é pouco
Um fim de semana de chuva é muito.
Um mês de férias é pouco
Um mês sem descanso é muito.
Uma vida para quem doa é muito.
Mas uma vida para quem espera é tudo.
Tempo é vida.

(Cláudio Leite e Luciano Crispiniano - Para o ministério da saúde)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Emílio (Jean-Jacques Rousseau)


[Resumo por Mona Sara¹]

Emílio é uma obra que era muito querida por Rousseau, pois ela concluía as suas idéias sobre educação. Nela, ele apresentou uma nova maneira de pensar sobre a criança e sua infância, não mais como sendo um “adulto em miniatura”, mas sim, deixando de forma natural desenvolver seu processo educativo, porém, com acompanhamento e regramento de um adulto.
Esse livro fornece suporte para pensar na educação infantil, pois a criança precisa ser formada como “senhora de si mesma” e respeitada em seu mundo. Isso não significa que a criança não tenha limites morais e políticos, pelo contrário, tratar bem a infância também é integrá-la ao convívio social e para que isso aconteça é necessário que os adultos percebam e disciplinem progressivamente seus desejos.
Existe a necessidade da criança em sobreviver e os adultos devem fornecer cuidados para que isso aconteça. Perceber se são necessidades “reais” ou “fictícias” são questões decisivas para desenvolver o processo de educação natural na infância e construir esses valores morais é o fundamento primeiro para a integração ao convívio social na comunidade democrática.
Emílio mostrou uma nova forma de pensar a infância e que mexeu com a estrutura vigente de sua época e essa fundamentação teórica permaneceu viva até os dias atuais.
Para Rousseau a educação natural deve começar a partir do momento em que a criança vem ao mundo, essa é uma das grandes necessidades na formação do ser humano, antes mesmo de ser inserido na sociedade como cidadão, fornecendo assim uma educação para a vida em sociedade, mas isso só pode acontecer se o processo for realizado logo na infância, e que a criança seja respeitada em seu mundo e para o mundo.
Rousseau afirma que Emílio é um tratado so¬bre a bondade natural do homem, sendo esta fundada sobre a liber¬dade e, sobretudo, sobre a liberdade das paixões. Duas etapas caracterizam o seu conteúdo: a educação pela liberdade e educação para a liberdade. Nesta pers¬pectiva, pode-se afirmar que uma educação adequada é aquela que res¬peita a liberdade física da criança.
Nesse livro Rousseau tem como objetivo principal demons¬trar que o homem da natureza “saindo das mãos do Autor das coisas”, difere radicalmente do homem civil, que “nasce, vive e morre na escra¬vidão”.
As necessidades das crianças ultrapassam as suas forças, podendo desse modo usufruir de uma liberdade imperfeita, e mesmo assim, algumas não parecem nem mesmo atingir esta liberdade e vivem numa espécie de escravidão em relação as suas necessidades e paixões. Porém, Rousseau completa: “mas este fenômeno não pode ser atribuído à natureza, a servidão que dela decorre é fruto de uma educa¬ção deficiente que não soube distinguir com cuidado a verdadeira ne¬cessidade, a necessidade natural, da necessidade de fantasia que co¬meça a nascer”.
Ao longo do livro, Rousseau fala de sua recomen¬dação, a qual é preciso respeitar a liberdade da criança e criar à sua volta um clima propício para a sua reprodução. O respeito à liber¬dade, desse modo, deve ser presenciado desde os primeiros instantes em que a criança nasce. Com o seu crescimento, a criança deve ganhar espaço para se deslocar com toda liberdade e praticar jogos que lhe possibilitem o exercício dos membros. Em suas próprias palavras: “em vez de deixá-lo estragar-se no ar corrompido de um quarto, que seja levado diariamente até um prado. Ali, que corra, se divirta, caia cem vezes por dia, tanto melhor, aprenderá mais cedo a se levantar. O bem-estar da liberdade compensa muitos machucados”.
Rousseau depois completa: “no exato momento em que a criança adquire forças, os preconcei¬tos e a opinião dos outros podem atingir a sua alma, a educação deverá seguir um certo número de regras cujo espírito é dar às crianças mais verdadeira liberdade e menos domínio, deixar que façam mais por si mesmas e exijam menos dos outros”.
Para Rousseau, uma educação que confunde as diferentes espécies de necessidade e expõe as crianças aos menores anseios, faz nascer nela desejos cada vez mais variados, in¬tensos, e que acaba tornando-a “o mais vil dos escravos e a mais miserável das cria¬turas”.
É preciso oferecer um aprendizado sobre a ne¬cessidade e evitar as influências da opinião dos outros. A necessidade se apresenta inicialmente sob a forma das penas, ou seja, das dores físi¬cas que não devem ser economizadas à criança, uma vez que faz parte da própria condição humana. O bom edu¬cador não é aquele que torna a vida da criança fácil, nem aquele que pratica um modo de vida sem nenhuma conside¬ração por seu ritmo de desenvolvimento.

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1. Mona Sara é aluna de Pedagogia da Universidade Federal do Ceará.